Sobre a solução dos problemas:
Parece-me a mim, depois de me ter sido facultado o tema para pensar pelo meu caro colega T.P.T.M., que a verdadeira separação surge entre dois tipos de pessoas, como de resto acontece com vários problemas nesta humanidade.
Dois tipos de pessoas, que eu separei da seguinte maneira, os iludidos e os lúcidos.
Ou seja, a diferença entre a teoria do meu amigo e da minha, surge nesta separação. Será nela que vou sustentar a minha teoria.
Parecendo uma diferença abismal, na realidade não o é, porque na minha teoria os lúcidos fazem o papel exactamente igual ao das pessoas que enfrentam os problemas, ou seja tem a lucidez para perceberem que só desafiando o problema, traga ele o que trouxer, estão a solucionar algo de significativo na sua vida, com todas as desgraças ou aventuras que essa coragem lhes possa proporcionar. Portanto até aqui eu concordo totalmente com o pensamento do meu amigo.
Na segunda parte da minha separação, os iludidos, é que surge realmente a diferença que me leva a escrever este texto. No texto do meu amigo, é posta a hipótese de haver pessoas que conseguem fugir aos problemas, ora e não querendo desfazer a teoria anterior, não me parece que seja o caso, vou mais longe e afirmo que é na minha perspectiva, totalmente errada essa ideia.
Passo a explicar, os mais perspicazes já terão decerto decifrado o meu pensamento mas ... Os iludidos assumem o papel dos fugitivos, só que lhes é adicionada uma característica que muda tudo, eles não evitam nunca o problema, tem a ilusão que o fizeram. A ilusão de fugir ao problema altera tudo, dado que só se foge de algo com o qual não se tem contacto. Ao tomar conhecimento da realidade problemática enfrentou-se o problema, e a fuga mais não é do que a pior maneira, a pior solução do problema e em vez de fugir normalmente está a criar, a multiplicar todos os seus problemas.
A pessoa que olha na esquina e desconfia doutra pessoa com receio ou com o á vontade suficiente para a enfrentar viu sempre o problema, imaginou pelo menos. A fuga torna-se neste caso uma solução, visto que nem sempre o problema é igual.
A minha pergunta será portanto a seguinte:
Como vais resolver o teu problema?