fevereiro 18, 2004

Gota de desejo

Gota de desejo

Esfrego no meu ser, cada gota de desejo!
Seco a minha amargura perante a vida!
Onde está a essência da vida, que eu não a vejo?
Que esperanças acanhadas possuem a minha alma?
São palavras que ecoam na tua presença!
Perdido, mas sem arrependimento pelo fim!
È azeda toda esta vivência, confinada a uma existência.
Sigo a luz, como o destino que me foi dedicado.
E a luz que seria a minha salvação, a minha refutação...
Tornou-se na minha mágoa, no meu medo.
Apaguei todo o desejo de sentir a vida,
Esqueci memórias!
Que estavam disfarçadas de fraquezas reais.
Deve ser formidável não ter sido...
Não ter passado dum projecto !
Olho de frente o que vai ser o resto do pensamento!
Mas será que na brisa que me provoca frio,
Se esconde um embaixador,
Que me traga uma mensagem de alento?
Ou a máscara que possui é mais uma anestesia?
Para o que transporta em si, mais dor!
Origem de ruína, seio da tragédia!?
È isso!?
Se descobri quem somos, esqueço o que sou.
A resposta não pode ser encontrada em nós!
Perdidos, arrependidos! Sozinhos!
Bem dentro da ferida, a fuga possível.
Uma mão pintada de sangue...
Um olhar negro e carregado.
Quem quiser que sofra.
Eu tenho a coragem de enfrentar sempre a próxima!
Ou a ilusão de que mais não pode haver!
De infinito só conheço a minha vontade...
E o olhar da minha musa!
Que me provoca calor e sede!
Com labaredas de charme e pureza,
Iniciando assim todo o ciclo da vida,
Em cada gota de desejo!


Publicado por Affary Dandhy em 04:21 AM | Comentários (0) | TrackBack